“— Porque diabos ainda fala com ele?
— Com ele quem?
— Com aquele babaca, porque?
— Com ele quem?
— Ah, deixa.
— Não, diz.
— Eu não, ficar repetindo aquele nome? Me recuso.
— Isso tudo é ciúmes?
— Não.
— E é o que então?
— Nada, e fica quieta.
— Ciumento.
— Não sou, não sinto ciúmes.
— Então tá.
Ele fica em silêncio. Ela fica rindo.
— O chata.
— Me chamou?
— Aham.
— Que foi?
— Vai continuar falando com ele?
Ela ri. — Para de ser bobo.
— Vai ou não?
— Quer que eu fale ou não?
— Tanto faz.
— Ah, então vou falar.
— Porque?
— Ué, porque ele é legal.
— Mas eu sou mais né?
— O quê? — Ela ri.
— Ah nada.
— Tá bom.
Ele fica em silêncio.
— O gorda.
— Oi?
— Porque fala com ele?
Ela ri. — Só te falo se me falar se tá com ciúmes.
Ele a olha. — Não tô.
— Mesmo?
— Aham.
— Certeza?
— Não, idiota.
Ela o agarra rindo. — Lindinho.
— Cala a boca.
— Você fica uma graça com ciúmes.
— Fica na tua, cara.
— Dá até vontade de morder.
— Morde então, passa a vontade não.
— Eu? Te morder? Capaz de eu morder e sair ciúmes.
— Ah, mas é chata, né? Que raiva, para de falar com ele.
— E porque eu deveria?
— Porque você é minha.
— E qual o problema?
— Tenho medo de te perder, o gorda.
— Não vai, chatinho.
— Não?
— Não mesmo.
— Porque não?
— Porque somos um, se lembra? Se eu for, você vai junto.
Ele sorri. — Não quero triângulo amoro, amor.
— Quer o quê?
— Você, só pra mim.
Ela o beija.
— Gorda.
— Diz, amor.
— Vai cotinuar falando com ele?
Ela cai na gargalhada. — Não, ciumento.
— Mas triângulo amoro é chato, amor. — Tua-Idiota. (via
notrecall)